RELÓGIO

quarta-feira, 1 de junho de 2011

JOÃO DA ESCOSSIA NOGUEIRA

Jornalista João da Escóssia Nogueira, natural de Mossoró, nascido a 27 de maio de 1873, era filho do também jornalista Jeremias da Rocha Nogueira, pai da imprensa mossoroense, e de Izabel Benigna da Cunha Viana. Foi o terceiro filho do casal que, antes dele, tiveram Cecília da Rocha Nogueira e Agar, vindo esta a morrer ainda criança.
João foi o primeiro Escóssia de Mossoró. Sobre isso nos conta Lauro da Escóssia: "Dias após o seu nascimento, foi levado à Igreja Matriz de Santa Luzia a fim de receber as águas lustrais do batismo. Seria batizado com o nome de João Batista da Rocha Nogueira. Na época dessa cerimônia estava em evidência a luta entre a Igreja Católica e a Maçonaria, em nossa cidade seriamente fomentada através do jornal, que tinha o pai do neófito como diretor, pois era Jeremias da Rocha "homem de bons costumes". O padrinho seria Targino Nogueira de Lucena, outro maçom, pelo que os dirigentes católicos rejeitavam batizar o inocente rebento de Jeremias. A providência não se fez esperar, Jeremias conduziu a criança à Loja Maçônica 24 de junho, sendo ali batizada com o nome do patrono da Ordem Escocesa Antiga e Aceita – São João da Escóssia. Esta foi a solução lógica que deu origem à família Escóssia, hoje com centenas de descendentes radicados em vários Estados do País".
João da Escóssia foi jornalista, xilógrafo, artista plástico, desenhista, gravador, cenarista e autor de teatro. Em 1901 fundou o jornal humorístico "O Echo" que circulou até 1902, e foi considerado o marco da xilogravura potiguar. Em 12 de junho de 1902 reabre O Mossoroense, em sua segunda fase, dando continuidade ao trabalho do seu pai. O jornal ganhou com João da Escóssia uma nova cara: passou a ser ilustrado com gravuras, cujas matrizes ele próprio talhava em madeira utilizando-se apenas de um simples canivete. No número de estréia, o jornal apresenta uma alegoria em homenagem a Frei Miguelinho, em trabalho de xilogravura que ocupava toda a primeira página. Em sua empresa, denominada Atelier Escóssia, João também fazia artes publicitárias, carimbos para particulares e empresas, intermediava aulas para professores de arte, vendia cartões-postais, máscaras carnavalescas e muitos outros objetos de sua criação.
Sob a direção de João da Escóssia, O Mossoroense circula até 1917.
Maçom, admitido aos sete anos de idade como lowton, conforme consta nos registros da Loja Maçônica 24 de Junho. Chegando à idade-limite, em 19 de setembro de 1893, "recebeu a luz". Na sua loja-mãe, exerceu várias funções, tais como chanceler, vigilante, mestre de cerimônias, mestre de banquete e secretário, conforme nos informa Cid Agusto.
Foi um homem preocupado com o futuro intelectual das novas gerações, ao ponto de se inscrever, em 1901, para prestar auxílio ao Colégio Sete de Setembro, fundado a 7 de setembro de 1900 pelo professor Antônio Gomes de Arruda Barreto, que transferiu sua escola da Paraíba para Mossoró a convite do farmacêutico Jerônimo Rosado.
Um início de paralisia o colocou numa cadeira de rodas. Chegou a viajar ao Rio de Janeiro para tratar-se na clínica do Dr. Henrique Roxo; não adiantou. Também eram-lhe freqüentes inchaços e fortes dores na mão direita, justamente a que imprimia força no canivete para moldar formas na madeira.
Faleceu a 14 de dezembro de 1919. Além de patrono de uma rua no bairro de Nova Betânia, bairro nobre da cidade, o seu nome aparece com muita justiça no frontispício de um dos templos maçônicos do Oriente de Mossoró – a Loja Maçônica João da Escóssia, fundada a 15 de maio de 1967, por um grupo de 13 obreiros oriundos do quadro da sua coirmã, Loja 24 de Junho, também deste Oriente.

JERÕNIMO DIX-HUIT ROSADO MAIA

JERÕNIMO DIX-HUIT ROSADO MAIA, Natural de Mossoró-RN, nascido em Mossoró em 21/5/1912. Filho de Jerônimo Rosado e de Izaura Rosado Maia. Foi o primeiro capitão PM médico da Polícia Militar do RN, em 28 de novembro de 1941. Foi deputado à Assembléia Constituinte e deputado estadual em 1951 e duas vezes deputado federal e em 1958 foi eleito senador da República, cujo mandato exerceu de 1959 a 1996. Em sua terra natal ocupou o cargo de prefeito em três períodos. A primeira, eleito em 15/11/1972, juntamente com seu companheiro de chapa, o jornalista e professor Francisco Canindé de Queiroz e Silva, natural de Pau dos Ferros, nascido em 4/4/1948, filho de José Luiz da Silva e de Francisca Florência de Queiroz da Silva; a segunda, eleito em 15/11/1982, juntamente com seu vice-prefeito, o empresário Silvio Mendes de Souza, natural de Assu, nascido a 4/6/1926; e a terceira, eleito em 3/10/1992, juntamente com a vice-prefeita,a atual deputada estadual, Sandra Maria da Escóssia Rosado, natural de Mossoró, nascida a 23/5/1951, filha do ex-deputado estadual Jerônimo Vingt Rosado Maia e Maria Lourdes Benadeth da Escossia Rosado. Dix-huit Rosado faleceu no dia 23/10/1996, em pleno exercício do 3º mandato. Com sua morte, a vice-prefeira Rosado assume a titularidade. Na polícia Militar galgou o posto de tenente coronel médico.

MIGUEL JOAQUIM DE ALMEIDA CASTRO

MIGUEL JOAQUIM DE ALMEIDA CASTRO , governador do Rio Grande do Norte, eleito em 12/6/1891 e toma posse em 9/9/1891 – Nasceu no Estado do Ceará e faleceu em Recife-Pe no dia 6 de maio de 1901. Foi descendente de uma das mais importantes famílias do Rio Grande do Norte. Formou-se em Direito pela Faculdade do Recife, tendo inicialmente abraçado a magistratura, posteriormente se dedicou ao comércio em Recife. Participou ativamente da política do Rio Grande do Norte, tendo se filiado durante o Império ao Partido Liberal. Em 25 de maio de 1882 tomou posse na presidência do Piauí, para a qual fora nomeado por decreto imperial, ali permanecendo por cerca deum ano. Na útima eleição da monarquia conseguiu, abrindo cisão no Partido Liberal do Rio Grande do Norte, derrotar no 2º distrito o chefe desse partido, Dr. Amaro Carneiro Bezerra Cavalcanti, que era apoiado pelo presidente da Província. Proclamada a República, não conseguiu se eleger para a Câmara dos Deputados. Aderindo às novas instituições, alistou-se no partido que era chefiado por Pedro Velho e foi eleito deputado à Constituinte Republicana. Foi eleito Presidente do Estado, ocupava o cargo, quando se deu o golpe de Estado, com a conseqüente dissolução do Congresso em 31 de novembro de 1891. Restairado o regime, com a ascensão de Floriano Peixoto ao poder, foi deposto, retirando-se para o Ceará e, depois, para Recife. Foi deputado Federal até 1893, quando abandonou de vez a política, não voltando mais ao Rio Grande do Norte.

STPM JOTA MARIA

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SOU POLICIAL MILITAR DA RESERVA REMUNERADA DA GLORIOSA E AMADA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, EXERCI A FUNÇÃO DE DELEGADO DE POLÍCIA NAS CIDADES DE APODI, FELIPE GUERRA,ITAÚ, RODOLFO FERNANDES, GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO, SÃO MIGUEL, DR. SEVERIANO, TENENTE ANANIAS E MARCELINO VIEIRA, ALÉM DE TER TRABALHADO NAS CIDADES DE MOSSORÓ, AREIA BRANCA, SERRA DO MEL, CARAÚBAS E PAU DOS FERROS. AMO A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AMO AMO AO MEU PRÓXIMO COMO AMO A MIM MESMO. SOU TORCEDOR DO BARAÚNAS (MOSSORÓ) E FLUMINENSE(RJ, TENHO A POLÍCIA MILITAR DO MEU ESTADO COMO UMA VERDADEIRA MÃE, TENDO EM VISTA QUE FOI NELA QUE PUDE CRIAR MEUS FILHOS E APRENDER UM MONTÃO DE COISAS BOAS.

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